Poesia

Olhares que se cruzam

Oh, meu amor! Diz-me o que os teus olhos veem, quando olham para mim. Diz-me aquilo que sentes, quando te vem o cheiro a jasmim. Deixa-me ver no teu olhar Um luar adormecido Um beijo doce aquecido No âmago do teu jardim. Oh, que ternura e sentimento No meu pranto um tormento Por não te

Olhares que se cruzam Ler artigo »

Dança da juventude

Dança, a pobre criança. Dança com o sabor do vento. Dança ao relento num mar de alento. Ai, como dança! E ri-se!Oh, se ri!Gargalhadas esvoaçam por entre a veste da juventude. Vibra a criatura!Oh, como ela dança!O vento que a balança e repõe a esperança. Meu amor, meu amor, não te vás! Ainda não!Dança! Esbelta

Dança da juventude Ler artigo »

Desprazer

Que desprazer! Desprazer de tudo fazer O que faço, desfaço O que construo, desconstruo Nada mais do que este cansaço. Ah, poder ser tudo e não ser nada! Desfaço-me, desconstruo-me Vivo e desvivo Sou eu ou sou nada? Ser eu sem ser nada É viver apagada Filipa Fidalgo 2015

Desprazer Ler artigo »

É urgente o Amor, É urgente um barco no mar. É urgente destruir certas palavras ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros, e a luz impura até doer. É urgente o amor, É urgente permanecer.

Eugénio de Andrade